Daps realiza palestra sobre transtornos alimentares
Campanha do TJSP discute saúde mental.
A Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps) do Tribunal de Justiça de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), realizou, na terça-feira (10), a primeira live da campanha “Além da Imagem: Um Olhar de Prevenção e Cuidado”. A iniciativa está alinhada à Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) n° 207/15, que versa sobre a saúde de magistrados e servidores do Poder Judiciário. Entre os objetivos estão a reflexão crítica sobre padrões estéticos corporais e seus efeitos na saúde mental, além do desenvolvimento de uma relação mais equilibrada com o corpo e a alimentação. O primeiro encontro, “Além do Prato – Como Entender os Transtornos Alimentares”, foi com a psicóloga e psicanalista Renata Rodrigues Arnoni.
A palestra abordou os motivos pelos quais transtornos como a anorexia e a bulimia ocorrem e as principais condições associadas a eles. “Não surgem do nada. Em geral, estão ligados a dificuldades emocionais precoces, exigências excessivas, experiências de perda e dificuldades de lidar com as emoções”, esclareceu Arnoni, enfatizando que a questão não é apenas sobre peso ou comida. “A pessoa não está conseguindo manejar emoções de um jeito equilibrado e o corpo passa a expressar aquilo que não consegue ser dito em palavras.”
Segundo a psicanalista, o transtorno alimentar se caracteriza por um sofrimento psíquico profundo, uma dor simbólica e subjetiva, que usa o corpo como linguagem. “A pessoa sofre por alguma razão e tem um comportamento em relação à comida. Eu não consigo controlar as mudanças, mas consigo controlar o que eu como”, exemplificou.
Em sua experiência clínica, a psicóloga notou que “quando a pessoa é ouvida, em geral, a queixa não é sobre o corpo. São angústias emocionais, como sofrimento e solidão, situação de não pertencimento e outras tantas de desconforto interno”. “A comida passa a funcionar como anestesia, consolo ou punição. O corpo vira o lugar onde o sofrimento aparece”, esclareceu.
Sobre obesidade, a psicóloga enfatizou não se tratar de um transtorno, e sim uma doença, mas que pessoas com transtorno alimentar têm mais chances de estar obeso.
Comunicação Social TJSP – RM (texto) / PS (reprodução e arte)
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